


Hibridismo
Não é muito comum ver o público interessado em ampliar sua capacidade de avaliação.
O hibridismo nas artes plásticas do Brasil é a nossa independência
que possibilita criações infinitas. Não estamos presos ao passado, mas reciclamos
as influências que recebemos.
Vou usar esta letra de música bem humorada como minha "Questão Artística" que é uma versão feita pelo Carlos Careqa de uma música do Tom Waits (Hang down your head) no seu disco À Espera de Tom - 2008.
Não baixe a cabeça assim.
Acalma a minha alma,
destrói o meu rancor,
escreve outra história,
mas não me esquece por favor.
Arranca o meu coração,
destrói minha ilusão,
eu sei que já tem outro,
usando o meu roupão.
Não baixe a cabeça pra nada
Não baixe a cabeça pra mim
Não baixe a cabeça
Não baixe a cabeça
Não baixe a cabeça assim
Chove na minha horta,
colhe o meu dissabor,
deita na minha cama,
mas não me tira o cobertor.
Sugestão para ouvir
músicos contemporâneos:
Supertônica e Caleidoscópio na Radio Cultura FM 103,3
John Cage, Luciano Bério, Stockhausen, Jorge Peixinho, Arrigo Barnabé, Egberto
Gismonti, Hermeto Pascoal, Xenakis, Earle Brown, Christian Wolff, Roger Reynolds,
Pierre Boules, Pierre Schaeffer, Pierre Henry, Murray Schaffer, Anestis Logothetis,
Roman Haubenstock-Ramati, Jorge Antunes, Tato Taborda, Milton Mabbit, James
Tenney, Morton Teldman, Steve Reich, John Adams, Philip Glass, Bo Nilson,
Sylvano Bussotti, Cornelius Cardew, Dieter Schnebel, Claurence Barlow, Toru
Takemitsu, Marc Monet, Bernd Alois Zimmermann, Walter Zimmermann, Alvin Curran,
Alvin Lucier, György Ligeti, Arnold Schönberg's, Olivier Messiaen, Erik Satie,
Villa-Lobos etc.
Roberto Santana
janeiro de 2008